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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Crítica | Capitão América: Guerra Civil



Depois de quase uma década de ótimos filmes, a Marvel entrega como nova promessa uma adaptação de sua saga de sucesso mais recente. E nós recebemos um filme da Marvel, sem grandes supresas. (Não há spoilers nessa crítica!)
Depois de anunciar Guerra Civil. a Marvel prometeu aos fãs algo esperado desde o início do seu universo cinematográfico compartilhado: a presença do Homem-Aranha. E, sem querer me antecipar, este é o ponto alto do filme. Mesmo com o menor tempo de tela entre os personagens, o Peter Parker de Tom Holland rouba a cena.


Numa premissa simples, depois de mais um incidente internacional a ONU exige que os Vingadores se registrem e sirvam aos governos mundiais, não mais agindo por conta própria. Tony Stark, assombrado pelos seus erros, toma o lado do tratado de Sokóvia, e o Capitão América, assombrado pelo retorno de seu amigo Bucky Barnes, fica ao lado dos seus amigos, buscando evitar que os heróis sejam controlados. O conflito ideológico toma altas proporções, e um embate épico entre os heróis se inicia. Até aí, nenhuma surpresa, não é? E é bem por aí que a história fica.

Há sim uma ou outra surpresa no filme, mas nada que realmente se apresente como uma grande reviravolta tanto no universo Marvel dos cinemas, quanto no filme em si. Então não espere grandes subtramas, um vilão decente, nem o peso que a Guerra Civil tem nos quadrinhos. Esses elementos não estão aqui. O que temos é a boa e velha receita Marvel de fazer filmes. Ela funciona? Claro que sim, fato consumado. A questão é: seria a Guerra Civil necessária nessa altura do campeonato?


O peso que a Guerra Civil tem nos quadrinhos é imenso. Várias sagas para preparar o terreno, várias sagas para resolver a treta entre os heróis. No fim das contas, dezenas de edições impactantes e vários sacos de corpos. Dar ao filme o nome "Guerra Civil" foi uma proposta arriscada, que funcionou perfeitamente no material promocional, mas que peca muito na comparação com o material de origem.

Os pontos mais positivos, sem sombra de dúvida, são as competentes introduções de novos personagens nesse univero. Pantera Negra e Homem-Aranha são apresentados de forma direta e coesa. Eles existem, eles estão ali. Não seria necessária meia hora de filme para mostrar quem são e porque estão ali. Suas motivações são devidamente articuladas no roteiro, e isso beneficia o filme como um todo. A presença do Homem-Formiga entre os outros heróis também é um destaque, apesar de sua relevância na trama (assim como a do Homem-Aranha) ser a de apenas um peão no tabuleiro. Desperdício ou fanservice? Você escolhe.


As batalhas são um show à parte, e apesar de um pouco anti-climáticas, ver os heróis que crescemos conhecendo lutando entre si eleva qualquer luta de bonequinhos à última potência. Batalhas essas que se beneficiam muito da introdução dos personagens anteriormente (Capitão América, Homem de Ferro e cia. continuam contando com ótimas atuações) e a uma introdução competente de novos personagens. A inserção de cada um na trama é bem feita e convincente, e ficam poucas pontas soltas.

O vilão por outro lado, é um personagem desperdiçado. A imponência e título do Barão Zemo dos quadrinhos se resumiu a um sobrenome, e o personagem aqui é tão relevante quanto seria se tivesse qualquer outro nome. Reclamação recorrente de quem assistiu Batman vs. Superman, de que os heróis poderiam se enfrentar por suas ideologias e não por manipulação, aqui também está presente.


Fica um gosto doce na boca, de qualquer forma. Temos pancadaria entre heróis, algumas boas piadas (executadas de forma muito melhor do que em Era de Ultron por exemplo) e a introdução de novos heróis com a promessa de novos horizontes para o universo Marvel dos cinemas. Se essas promessas vão se consolidar, ou se vamos continuar apenas com a filosofia de que "em time que está ganhando não se mexe", só o tempo vai dizer.


Fonte: http://batman-brasil.blogspot.com.br/2016/04/critica-capitao-america-guerra-civil.html

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