quinta-feira, 11 de maio de 2023

Oh, @SCInternacional ... atenção, colorados. Chegou a hora de lembrar o ano em que o Clube do Povo do Rio Grande do Sul fez vibrar o Brasil inteiro com a conquista da #CopaBetanoDoBrasil. O Inter não deu chance a ninguém por aqui em 1992. Em dez jogos, marcou 20 gols, venceu seis partidas, empatou três e perdeu uma — que, graças ao Beira Rio e a Célio Silva, não fez a menor diferença. Nas primeiras fases, o time de Antônio Lopes foi Rolo Compressor. Aplicou 8x1 no duelo contra o Muniz Freire, 3x1 no Espírito Santo e 5x0 em Porto Alegre. “Ah, mas o modesto Muniz Freire”, implicarão os rivais. E 4x0 no Corinthians de Giovanelli, Viola e Neto em pleno Pacaembu, tá bom para vocês? O Colorado nem precisou de gol no Gigante para chegar às quartas. Ali, naquela grande atuação em São Paulo, o time sentiu que podia ser campeão, revelou o comandante em entrevista ao Correio do Povo publicada nesta quarta-feira. Para avançar às semifinais, porém, o Inter teria de eliminar o arquirrival, que lutava para somar mais uma taça àquela conquistada três anos antes. E assim o fez. 1x1 no Olímpico e 1x1 no Beira Rio, com dois gols de Gérson, o inigualável tri-artilheiro colorado. Em três das quatro primeiras edições, ele foi o goleador máximo isolado, feito que até hoje ninguém conseguiu repetir. Nos pênaltis, 3x0 de um impecável Inter, com duas defesas de Gato Fernández, um dos grandes destaques daquela campanha, e uma cobrança tricolor para fora. E lá foi o Colorado enfrentar mais uma pedreira… democrático, o Clube do Povo derrotou o Palmeiras por 2x0 em pleno Parque Antártica. Uma decepção em casa embalada de vermelho para cada polo do derby paulista. Voltou a vencer por 2x1 no Beira Rio, fechando o confronto em 4x1 no agregado… Rolo Compressor, eu avisei. Quem mais dificultou a vida do Inter foi o Fluminense, adversário na grande decisão. No primeiro jogo, o Flu venceu por 2x1, mas o golaço de Caíco nas Laranjeiras foi fundamental para deixar o Inter vivo. “Eu tinha barrado o Silas, que era jogador de Seleção Brasileira, para colocar o garoto. Todo mundo me chamou de maluco, mas o moleque arrebentou e fez o gol mais bonito da competição”, lembrou Lopes ao Correio. E foi bonito mesmo. Caíco fez fila na defesa tricolor, driblou três marcadores e deixou o goleiro no chão antes de estufar a rede. No Beira Rio, um gol bastava… e o Inter lutou incansavelmente por ele, inclusive com o guri colorado reeditando o inferno que criou na defesa tricolor no jogo de ida. Mas o tento só veio aos 41 do segundo tempo, em cobrança de pênalti do zagueiro Célio Silva. Gérson, machucado, jogou no sacrifício e já havia sido substituído. Ninguém queria bater, mas o capitão, que era a sexta opção entre os cobradores, bateu no peito e foi. E, segundo Lopes, chutou tudo: bola, grama, cal… e o jejum de 13 anos sem títulos nacionais, para lavar a alma dos 45.777 presentes no Gigante naquele 13 de dezembro e de toda a Nação Colorada. Desde então, o Inter bateu algumas vezes na trave no sonho do bicampeonato. Chegou a duas semifinais, caindo diante do campeão Juventude em 1999 e do vice-campeão Atlético-MG em 2016. Os colorados foram ainda mais longe em 2009 e em 2019, decidindo em casa, mas foram superados pelo Corinthians de Ronaldo e o Athletico Paranaense de Bruno Guimarães, Cirino e companhia. A campanha de 2019 contou com feitos relevantes do Inter. Os pés de Lomba salvaram a cobrança do xerife Gustavo Gómez para eliminar o Palmeiras nas quartas e, na fase seguinte, o Colorado atropelou o Rei da Copa, Cruzeiro, que brigava pelo tricampeonato consecutivo e a sétima taça da sua história. Foram revezes sofridos para uma Nação que anseia por um título nacional há décadas. Mas este é um sentimento que se leva peito adentro, não importa se ganhar ou se perder… em 2023, o Inter tem a chance da revanche contra o América, algoz das quartas em 2020. É vingar a derrota nos pênaltis e quebrar um jejum de 30 anos sem me conquistar. Mais do que exaltar o passado alvirrubro, o Inter pode fazer seu presente voltar a trazer à torcida colorada alegres emoções. Sendo copeiro, como em 1992. Pelo Rio Grande, pelo nosso amor… 🇦🇹 📸: Ricardo Duarte/Internacional e Acervo/Site Oficial do Internacional





 

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