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quarta-feira, 27 de março de 2013

CRIME BÁRBARO POR VINGANÇA


Arrependida?????????? apedrejamento pra esse monstro!!!!!!!!! ah, claro, os direitos humanos não deixariam... Quem defendeu os direitos humanos da vítima???? Pena de Morte Já!!!!!!!!!!   GN


Barra do Piraí: manicure que matou menino se diz arrependida do crime
Suzana de Oliveira Figueiredo, de 22 anos, afirmou ainda ter tido caso com pai da criança. Ela foi indiciada por homicídio e ocultação de cadáver. Polícia acredita que a mulher tenha cometido o crime para se vingar

DICLER DE MELLO E SOUZA
O GLOBO
Atualizado:26/03/13 - 16h59


A manicure Suzana de Oliveira que matou o menino João Eiras de Santana, de 6 anos
Montagem de fotos de arquivo pessoal


BARRA DE PIRAÍ — A manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, de 22 anos, que matou asfixiado o menino João Felipe Eiras de Santana Bichara, de 6 anos, em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, afirmou que teve um caso amoroso com o pai do menino, o empresário Heraldo Bichara, e que queria apenas dar um susto nele. Suzana disse ainda que está arrependida do crime.

— Estou arrependida e tenho que pagar pelo que fiz. Não fiz isso sozinha. O taxista Rafael foi quem planejou matar a criança. E contou com a ajuda do rapaz da recepção do hotel. Queria apenas dar um susto no pai do menino, que sempre me assediava quando ia a casa dele e insistia para eu telefonar para ele. Nós tivemos um relacionamento. Não tenho nada contra a mãe da criança — disse Suzana.

De acordo com o delegado titular da 88ª DP (Barra do Piraí), José Mário Salomão de Omena, Suzana revelou que era amante de Heraldo em conversa informal, contradizendo o que havia dito em depoimento na delegacia. Ela afirmou que matou o menino por recomendação do comparsa dela, porque se deixasse o menino viver, ele iria reconhecê-la. Segundo ele, no entanto, não há indícios da participação das pessoas que ela acusa no crime.

— Não acredito que esse comparsa citado por Suzana exista. Ela matou a criança para se vingar do pai dela. Ela entrou sozinha com o menino no hotel e saiu com a criança já morta, também sozinha — disse o delegado.

A manicure foi indiciada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver nesta terça-feira, e pode ter a pena aumentada por praticar o crime contra um menor de 14 anos. O corpo do menino foi enterrado no Cemitério Recanto da Paz, em Barra do Piraí. O clima era de revolta entre os pais, parentes e amigos da criança.

O delegado contou que Suzana frequentava a casa da família havia mais de três anos, como manicure de Aline Santana Bichara, mãe do menino. Segundo o delegado, Suzana teria se passado pela madrinha de João ao telefonar na segunda-feira para o Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, onde a criança estudava.

— Suzana disse que ia mandar um táxi buscar o menino, porque ele tinha uma consulta médica — detalhou Omena.

O delegado disse que Suzana foi ao colégio no táxi entre 14h30m e 15h, mas não desceu. Quem pegou o menino foi um taxista, que entregou a criança à manicure dentro do carro. Eles seguiram para o Hotel São Luiz, no Centro do município, onde o menino foi assassinado. Segundo o delegado José Mário, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Barra do Piraí confirmou que a causa da morte do garoto foi asfixia mediante sufocação.

— Suzana usou uma toalha tampar a boca e o nariz da criança, impedindo que João respirasse — explicou o policial.

Em seguida, Suzana chamou outro táxi para levá-la até em casa, localizada na Rua Cristiano Otoni, na região central da cidade. A criminosa colocou o corpo de João na mala do veículo.

— Depois de jogar o corpo de João na mala, ela rasgou a blusa, camisa e o short do garoto, além de queimar seus tênis. Em seguida, jogou as roupas e o calçado numa lata de lixo — disse o delegado.

O delegado disse que na toalha usada pela manicure para asfixiar o menino foram encontrados fios de cabelo e vômito. O policial foi requerer exame de DNA para confirmar se os fios de cabelo eram de João Felipe. O policial investiga ainda a informação de que Suzana teria feito um aborto há cerca de 3 meses. Ela estaria esperando um filho de Heraldo Bichara, pai do menino.

Segundo José Mário, Suzana deu várias versões para a motivação do crime. Em uma delas, a manicure dizia que sequestrou a criança para pedir o dinheiro de resgate, o que não chegou a ser feito. A manicure, de acordo com a polícia, alegou que o dinheiro seria usado para pagar uma dívida que seu irmão contraiu com traficantes. Nessa linha, o delegado acredita que Suzana possa ter entrado em pânico e, por isso, cometido o homicídio.

— Quem pretende receber o dinheiro de resgate não mata o sequestrado. Ela estava com muita raiva quando asfixiou o menino. Minha primeira linha de investigação é de que o crime foi praticado por motivação passional — disse o policial.

Segundo a polícia, a denúncia do crime foi feita pelo porteiro do hotel, identificado apenas como Eduardo, que telefonou para a delegacia. A testemunha disse que a criança, ao sair do quarto com a manicure, parecia estar desacordada. O taxista que buscou a criança na porta da escola, ao ficar sabendo de que se tratava de um sequestro, também procurou a polícia. José Mário já ouviu os dois taxistas e espera tomar o depoimento dos pais de João Felipe nesta quarta-feira. Os motoristas e o recepcionista negaram participação no crime.

Suzana foi localizada por equipes do Serviço Reservado do 10º BPM (Volta Redonda) e da Polícia Federal, e levada para a delegacia, onde revelou o crime. O delegado José Mário disse que a manicure será transferida ainda nesta terça-feira, para a casa de custódia feminina do Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio.

Engano em escola

O que está intrigando policiais da 88ª DP (Barra do Piraí) é a maneira como a mulher conseguiu retirar a criança do tradicional Instituto de Educação Franciscana Nossa Senhora Medianeira, escola religiosa de classe média alta da região. Segundo uma religiosa da instituição, Suzana teria telefonado para a escola identificando-se como madrinha do garoto.

— Ela disse que ele tinha uma consulta médica marcada e que necessitava retirá-lo do colégio — contou a irmã da instituição religiosa. — É uma tristeza muito grande para nós. A cidade inteira está comovida.

O menino João Felipe era de uma família tradicional de Barra do Piraí. O avô de João Felipe, Heraldo Bichara, é professor, foi vereador e ocupou o cargo de secretário de Educação do município. O pai esteve na delegacia na noite desta segunda-feira, mas, assim como a mulher, Aline Bichara, não foi ouvido. O casal, que é dono de uma imobiliária na região, está abalado. João Felipe era o único filho deles.

Na segunda-feira, policiais militares evitaram que a manicure fosse linchada por moradores de Barra de Piraí. A direção do Instituto de Educação Franciscana Nossa Senhora Medianeira suspendeu as aulas durante esta semana.

A advogada do Instituto de Educação Franciscana Nossa Senhora Medianeira, Tânia Maria Ferreira, confirmou que Suzana ligou se fazendo passar pela madrinha do garoto:

- Como vários pais têm o hábito de mandar pegar seus filhos de táxi e ela deu informações muito precisas, parecendo ser da família, a criança foi entregue.

O delegado José Mário não sabe se os pais do menino vão processar a direção de escola. Na opinião dele, no entanto, os responsáveis pelo colégio foram induzidos ao erro.

A advogada reconheceu que houve "uma certa negligência, mas nem tanto", pelo fato de o menino ter sido levado por um estranho. Segundo ela, a criança foi entregue porque a manicure conseguiu enganar a segurança.

- A pessoa que entregou o menino trabalha há 10 anos no colégio e se encontra em estado de choque - disse. Tânia Maria afirmou que a direção já decidiu adotar providências, como a instalação de câmeras de segurança.

O instituto funciona há 82 anos em Barra do Piraí e nunca tinha passado por nada semelhante. Um pano preto, em sinal de luto, foi pendurado no portal de entrada principal. Pela manhã, quando funcionários chegaram para trabalhar, muitos não contiveram o choro, principalmente professores. O prefeito Maércio de Almeida decretou luto oficial de três dias pela morte do menino.

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