Gaucho Negro!

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Força e Honra

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Entrevista: Cigano Stiner



Ele começou nos ringues ainda na década de 60, no Ringuedoze. Passou depois pela TV Globo, Excelsior, Gigantes do Ringue, Astros do Ringue (RS). Um dos idealizadores do Telecatch Brazil, e um nome respeitado até hoje no mundo da Luta Livre Nacional.
Meu entrevistado de hoje é o Cigano Stiner.
Hugo: Quem foi Stiner?
Stiner: Uma pessoa que gostava de tudo, e gosta do que faz, e tinha um sonho ser um lutador sempre que via as lutas, na época Ringuedoze, e achava que poderia ser um artista do ringue, mas ainda era tímido e teve de mudar, mas chegou la.
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Hugo: Quem é Stiner atualmente?
Stiner: Um pai apaixonado por seus filhos, uma pessoa que procura ser amigo mesmo de inimigos, e sempre aberto a novas amizades. Uma pessoa que não vive do passado, como lutador, mas vive “o passado” e procura apoiar tudo o que é feito com amor e sem orgulho pela LLN, e faria o que estivesse ao meu alcance por estas pessoas que tem o mesmo amor pela LLN.
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Hugo: Como foi o começo da sua carreira?
Stiner: Na época, eu fazia Judô casualmente com o Carlos Dornelles, filho do empresário Moacir Dornelles. Fui vice-campeão panamericano e o campeão foi o Suhy Hynata. Então, fui convidado para fazer o teste e me saí bem.
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Hugo: O que te levou a entrar no mundo da luta livre?
Stiner: Com falei acima, fazia Judô e conheci pessoas ligadas a LL, entre eles dois irmãos Carlos e Hermes Dornelles, filhos do amigo e empresário Moacir Dornelles e gostava muito de LL, então recebi o convite e fui e estou até hoje com esta vontade grudada em mim.
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Hugo: Um jogo rápido: Em poucas palavras o que significa pra você…
Luta livre… Uma realização de sonhos e ilusões.
BWF……. O possível recomeço de uma nova época na LLN.
GDR… O começo para muitos dos quais foram grandes astros, ou ainda o são, mas muito criticada por sua postura, porém deve ser respeitada por sua história dentro da LLN.
Telecatch Brazil… Se todos entendessem o que quer dizer esta palavra, entenderiam que ninguém neste mundo de LL é “lutador” e o nosso, o seu TelecatchBrazil esta aí pra mostrar isto, ou seja, o ESPETÁCULO e é isto que todos creio, querem ver.
Stiner… Apenas um personagem, que eu procuro há muitos anos mostrar que o que ele tem de igual a mim é apenas o respeito, a postura, o carinho, a vontade de apoiar aos que fazem a LLN continuar viva. No resto eu sou diferente a começar por amar a Cristo.
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Hugo: Um momento marcante dentro do ringue?
Stiner: Foram muitos momentos, mas o que esta vivo até hoje na memória é a luta final com Ted Boy Marino, em Belo Horizonte, há muitos anos, que fizemos valendo o cabelo e ele, em sua maestria e sabedoria, reverteu o golpe final depois de estar quase totalmente preso, e com seu conhecimento mudou a situação me colocando totalmente imóvel sem condições até de bater e tive de desistir.
E quando eu esta em cima do ringue cortando o cabelo ele, em sua amizade e generosida até hoje, veio, me abraçou e pediu ao público para que não fosse preciso eu cortar o cabelo, mas eu falei. “Amigo eterno, aposta só é digna entre os verdadeiros amigos e profissionais,vou cortar”.
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Hugo: Um ídolo? E por quê?
Stiner: Bem amigos esta pergunta creio estar bem respondida na anterior, mas abro espaço também para profissionais que ainda são meus ídolos, além do Ted, Scaramouche, Búfalo Bill (Jorge Ari), Tapir, Bala de Prata, Leão do Líbano, Ringo, Gran Caruso e um em especial (que me ensinou muito) El Condor jamais vou esquecer seu rosto sempre que me abraçava, carinho de pai sabe?
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Hugo: Como está a luta livre brasileira atualmente em sua opinião?
Stiner: Em busca do crescimento, equipes tentando trazer o melhor ao povo da LLN, mas enquanto não conseguir entrar em emissora de rede nacional, todos vão ter muito trabalho. E volto a insistir que somente a união, que não precisa ser completa e sim de esforços, poderá trazer a LLN de volta à TV.
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Hugo: Como você esta vendo estas perdas na LLN?
Stiner: Com tristeza é claro, mas como Cristão eu penso que cada um tem seu tempo e que Deus nos deu o livre arbítrio para que, enquanto estivermos aqui neste mundo, sabermos usar a sabedoria talento que Ele nos deu em favor de algo bom. Se um dia nos veremos em outro mundo, um paraíso, isto somente Deus sabe, mas o que sei é que devemos tratar a todos com sinceridade e carinho, pois depois chorar por algo que não esta mais ali, não vale á pena.
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Hugo: Deixe uma mensagem aos seus fãs e aos fãs de luta livre nacional.
Stiner: Amigos que amam a LLN o que posso dizer a vocês todos é que, mesmo não gostando de certas coisas, não deixem de prestigiar, tentem comparecer aos shows sempre que tiver um meio, na internet critiquem, mas com amor a LLN, não façam criticas que desrespeitem o profissional “homem”, mas falem sim, do personagem. Pense sempre assim: “Pô! Bem que eu gostaria de ser um lutador, eu faria tal coisa, faria de tal modo”, então pense que poderia ser você no lugar daquele profissional quando for criticar. E se você tem vontade, sonha em ser um lutador, não desista. Busque se aproximar de gente deste meio e principalmente lugar(confiável) para se aperfeiçoar.
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