Gaucho Negro!

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Força e Honra

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Gustavo Kuerten; Herói do Esporte!



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tenista Gustavo Kuerten
Gustavo Kuerten.jpg
Guga Kuerten
Alcunha(s)GugaSurfista do Saibro
País Brasil
ResidênciaFlorianópolisBrasil
Data de nasc.10 de Setembro de 1976 (36 anos)
Local de nasc.FlorianópolisSanta Catarina
Altura1,90 m
Peso83 kg
Profissionalização1995
Aposentadoria2008
MãoDestro
Prize moneyUS$ 14 807 000 [1]
Inter. Tennis HOF2012
Simples
Vitórias-Derrotas358-195 (64,8%)
Títulos20
Melhor rankingNº 1 (4 de dezembro de 2000)
Resultados de Grand Slam
Open da Austrália3R (2004)
Open da FrançaV (1997,2000,2001)
WimbledonQF (1999)
U.S. OpenQF (1999,2001)
Torneios principais
Tour FinalsV (2000)
Jogos OlímpicosQF (2000)
Duplas
Vitórias-Derrotas108-95 (53,2%)
Títulos8
Melhor rankingNº 38 (13 de outubro de 1997)
Resultados de Grand Slam de Duplas
Open da AustráliaQF (1999)
Open da FrançaQF (1998)
Wimbledon1R (1999,2000)
U.S. Open1R (1997,2003/4/7)
Última atualização em: 14 de novembro de 2009.
Gustavo Kuerten (Florianópolis10 de setembro de 1976), conhecido como Guga,apelido afetivo comum no Brasil para o prenome Gustavo, é um ex-tenistaprofissional brasileiro, condecorado com posição no Hall da Fama da ATP(Associação dos Tenistas Profissionais). É considerado o maior tenista da história do Brasil.
É o único tenista da história a ganhar de Pete Sampras e Andre Agassi no mesmo torneio[1].

Índice

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[editar]Vida pessoal e primeiros passos no esporte

Maior tenista brasileiro de todos os tempos – o que é comprovado pelos números (títulos, rankings e premiações) de sua carreira – Gustavo Kuerten teve a vida marcada por duas tragédias familiares. A primeira foi a morte de seu pai, Aldo Kuerten, jogador amador de tênis e incentivador da educação pelo esporte, que colaborava nos campeonatos como juiz de cadeira. Quando Guga contava apenas 8 anos de idade, em 1985, teve que enfrentar a morte do pai devido a um ataque cardíaco, enquanto arbitrava uma partida entre juniores em Curitiba.
Gustavo Kuerten, treinando em Roland Garros.
Guga uniformizado para o jogo do Avaí.
A segunda envolve o irmão caçula, Guilherme Kuerten, que durante o nascimento sofreu de privação prolongada de oxigênio, causadora de dano cerebral irreversível e conseqüentes deficiências física e mental severas. Guilherme faleceu em 7 de novembro de 2007, vítima de parada cardiorrespiratória. Desde cedo Guga foi estreitamente ligado à luta diária do irmão, algo que incorporou em sua carreira de tenista: em cada jogo disputado, a partir de 1998, Kuerten doava duzentosdólares a instituições de caridade; além disso, todos os troféus conquistados eram dados para o irmão caçula (incluindo as três réplicas em miniatura do troféu de Roland Garros).
Gustavo Kuerten começou a jogar tênis aos 6 anos, por incentivo paterno. Começou treinando com o professor Paulo Allebrandt. Quando tinha 14, conheceu Larri Passos, seu técnico pelos 15 anos seguintes. Foi ele quem convenceu o jogador e sua família de que o jovem tenista tinha talento suficiente para se profissionalizar. Ambos - Kuerten e Larri - começaram a participar de torneios juniores no Brasil e no exterior. Em 1995 Kuerten tornou-se profissional.
Além do tênis, Guga costuma praticar outro esporte que é o surfe. As belas praias de Florianópolissempre lhe proporcionaram tal pratica.
Guga também sempre atacou de torcedor de futebol, declarando desde cedo, sua grande paixão peloAvaí Futebol Clube de sua cidade natal[2]. Também é conhecido por ser extremamente humilde e respeitar seu público, quando fora das quadras.[3].

[editar]Carreira profissional

Seu primeiro grande feito foi ajudar o time brasileiro da Copa Davis a derrotar a equipe da Áustria em 1996 e alcançar a primeira divisão da competição, o Grupo Mundial. Depois de dois anos como profissional, em 1997 Kuerten elevou-se à posição de jogador número 2 do Brasil, ficando classificado abaixo somente de Fernando Meligeni.
No mesmo ano, tornou-se o primeiro tenista masculino brasileiro a vencer um torneio em simples do Grand Slam, a série das quatro mais importantes competições de tênis do circuito profissional mundial. Antes dele, somente Maria Esther Bueno tinha vencido campeonatos nas simples (mas também nas duplas femininas e duplas mistas), enquanto Thomaz Koch lograra êxito nas duplas mistas. Gustavo Kuerten, no entanto, trouxe o inédito título de simples do Roland-Garros. Como conseqüência de sua inesperada vitória em 1997, uma vez que ao vencer o torneio o jogador não estava sequer entre os 50 melhores do mundo, Guga Kuerten teve dificuldades no subseqüente ano e meio, ajustando-se à sua súbita fama e à pressão por vitórias. Certamente 1998 foi o ano pior de sua carreira sem estar diretamente relacionado a contusões. Na mídia, na crítica e no crescente número de torcedores (além dos antigos, também novos, agora absorvidos pela chamada "gugamania"), havia clara pressão para que o jogador assumisse o posto de "embaixador" do tênis brasileiro. Isso ficou evidente depois de sua derrota nas rodadas preliminares para o então desconhecido Marat Safin na edição de 1998 de Roland-Garros, quando equipes inteiras de jornalistas brasileiros enviadas a Paris para cobrir o evento retornaram imediatamente para casa, deixando o restante do evento sem qualquer cobertura no Brasil.
Guga havia passado de nº 66 do mundo para nº 15, ao vencer Roland Garros, em junho de 1997. Ele entrou pela primeira vez no top 10 mundial em agosto de 1997. Em 1998, ao não defender seu título de Grand Slam, Guga ficou estabilizado entre as posições 20 e 30 do ranking entre junho de 1998 e março de 1999; a partir daí, rumou para o topo do ranking mundial, atingindo pela primeira vez o posto de nº1 do mundo em dezembro de 2000.[4]
Em 1998 Guga teve como campanhas de destaque a ida à semifinal do ATP de Memphis em fevereiro, e às quartas-de-final do Masters de Miami em março, ambos em piso hard; quartas-de-final no Masters de Hamburgo e semifinal no Masters de Roma, ambos no saibro. Em Roland Garros perdeu na segunda rodada para Marat Safin (que viria a se tornar nº1 do mundo no ano 2000 e se tornar um dos maiores rivais de Guga) por 3 sets a 2. Em julho, vence o ATP de Stuttgart, e em setembro, o ATP de Mallorca, ambos no saibro.[5]
Já no ano de 1999 Kuerten teve como campanhas importantes a semifinal do Masters de Indian Wells, em março, no piso hard; no saibro, o título do Masters de Monte Carlo em abril, e em maio, as quartas-de-final no Masters de Hamburgo, o título do Masters de Roma e as quartas-de-final em Roland Garros. Em junho, faz sua melhor campanha em Wimbledon, chegando às quartas-de-final. No mês de agosto, vai às quartas-de-final do Masters de Cincinnati, do ATP de Indianapolis, e do US Open. À esta altura, Guga já era top 5 mundial. [6]
Os anos de 2000, quando terminou como número um, e de 2001, quando terminou como número dois, representaram o auge da carreira do tenista catarinense. Em ambos, Guga sagrou-se campeão de seu torneio predileto, Roland-Garros, assim como venceu todos os grandes tenistas da época e alguns mitos, como Pete Sampras e Andre Agassi.
Em 2000, Guga vence o ATP de Santiago em fevereiro; em março, vai à final do Masters de Miami, em piso hard, perdendo para Pete Sampras em jogo contestado (houve alegações de favorecimento do juiz para o americano)[7]. Na temporada de saibro, é finalista doMasters de Roma perdendo para Magnus Norman, vence o Masters de Hamburgo derrotando Marat Safin na final e é bicampeão de Roland Garros vencendo Magnus Norman. Embora declarasse não gostar de jogar na grama, e algumas vezes sequer ter participado do torneio de Wimbledon[8] - devido à diferença entre os pisos de saibro e grama ser muito grande na época, e ao fato de que Guga costumeiramente obtinha sucesso em torneios seguidos no saibro logo antes de Wimbledon, o que extenuava o atleta e também tornava desnecessário lutar por pontos na grama -, neste ano participa e vai à terceira rodada. Em agosto, vai à semifinal do Masters de Cincinnati, torneio em piso hard, perdendo para o inglês Tim Henman, e vence o ATP de Indianapolis, em piso hard, vencendo Marat Safin na final. Vai às quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 perdendo para Yevgeny Kafelnikov. Chega às quartas-de-final dos ATPs de Hong Kong e Tóquio (em piso hard) e Lyon (no piso de carpete). Em novembro, vai à semifinal do Masters de Paris(realizado no piso carpete) perdendo para o supersacador Mark Philippoussis, e termina o ano vencendo o Tennis Masters Cupderrotando Pete Sampras na semifinal e Andre Agassi na final.[9]
Em 2001 conquistou dois ATPs em fevereiro, o de Buenos Aires e o de Acapulco, ambos no saibro. É campeão do Masters de Monte Carlo, e depois, vice-campeão do Masters de Roma perdendo para Juan Carlos Ferrero na final por 3 sets a 2. Em Roland Garros se torna tricampeão derrotando Ferrero na semi e Alex Corretja na final. Se torna bicampeão do ATP de Stuttgart, e é semifinalista no ATP de Los Angeles (em piso hard), perdendo para Andre Agassi. Em agosto, vence o Masters de Cincinnati (realizado em piso hard), considerado um dos títulos mais difíceis e impressionantes de Kuerten[10], que derrotou na sequência somente grandes nomes do piso rápido: Andy RoddickTommy HaasGoran IvanisevicYevgeny KafelnikovTim Henman e Patrick Rafter. Na semana seguinte é finalista do ATP de Indianapolis, derrotando em seguida Ivan LjubicicTim Henman e Goran Ivanisevic, abandonando a final contraPatrick Rafter devido a esgotamento físico. Ainda em agosto, vai às quartas-de-final do US Open, após derrotar em grande jogo o supersacador Max Mirnyi por 3 sets a 2 na terceira rodada[11], sendo eliminado por Kafelnikov. Após o US Open começa a realizar campanhas fracas, denotando o início de seus problemas físicos.[12]
No final do ano de 2001, problemas físicos levaram-no a realizar, no ano seguinte, a primeira de duas cirurgias no quadril direito e obrigaram-no a se afastar do circuito por períodos longos. No final daquele ano, bastavam três vitórias para que ele se sagrasse novamente como jogador número um, que não foram obtidas. Desde então, como fruto das sucessivas contusões, teve poucos resultados expressivos, optando em 2008 por dar o seu adeus definitivo à carreira de tenista.
Os pontos característicos de seu jogo são os fortes golpes de fundo de quadra, em especial os de backhand paralelos e que passam rasantes junto à rede por terem pouco efeito top spin, bem como um serviço eficiente e potente, que lhe permite melhor controle do ponto. O grunhido emitido pelo tenista quando golpeia a bola é reconhecido por milhares de fãs mundo afora.
Mesmo jogando com muita seriedade, por vezes solicitou ajuda da torcida, especialmente em jogos da Copa Davis, assim como surpreendeu torcedores mundo afora, como por exemplo, quando atravessou a quadra durante o jogo do Aberto dos Estados Unidos de 1999, e foi cumprimentar o jogador adversário (Cédric Pioline), que suportou o jogo extremamente agressivo de Guga e ainda conseguiu ganhar o ponto, e depois o jogo.
Devido às constantes contusões, Gustavo Kuerten iniciou no começo de 2007 um tratamento no Santos Futebol Clube, com acompanhamento do fisioterapeuta Filé, hoje contratado pela equipe paulista de futebol para recuperar seus próprios jogadores, mas também acompanhando alguns casos, como o do tenista brasileiro. Guga, como é chamado carinhosamente pelos fãs, não obstante seus problemas físicos, ainda representa seu país na Copa Davis.
No ano de 2008 anunciou ser aquele seu último ano como atleta profissional, e para isto, selecionou alguns torneios dos quais guarda boas recordações para uma série de despedidas. Alguns dos torneios são Aberto do Brasil, os Masters Series de MiamiMonte Carlo, finalizando com seu torneio favorito, Roland-Garros. Nos bastidores, luta tentar ir também aos Jogos Olímpicos em Pequim, pois como não tem pontuação suficiente no ranking, ele depende de convite para participar do evento.
Em 25 de maio de 2008 jogou no torneio de Roland-Garros em Paris, o que poderia ser seu último jogo na carreira. Ao entrar, todos se depararam com aquele mesmo uniforme de 1997, azul e amarelo, relembrando o feito que o lançou no tênis internacional, a conquista de Roland-Garros do mesmo ano. Antes mesmo da partida começar, estava muito emocionado. Salvou ainda no último set um match point a favor de Paul-Henri Mathieu, levantando a torcida que ocupava praticamente todos os 15 166 lugares da quadra Philippe Chatrier, a quadra central. Mas no fim acabou perdendo por 3 sets a 0 (6/3, 6/4 e 6/2). Mesmo assim foi homenageado com um troféu com as camadas de uma quadra de saibro. Saiu de cabeça erguida, aplaudido.

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