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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A volta dos Supersoldados Soviéticos



POR DOCTOR DOCTOR EM 26 DE MAIO DE 2010 5 COMENTÁRIOS
A Guarda Invernal – antigos Supersoldados Soviéticos – está prestes a ganhar uma minissérie e esta será sua oportunidade – e a minha – de conhecer melhor estes personagens que já fazem parte da Marvel há algumas décadas, mas que pouca gente conhece.
Recentemente a equipe fez parte do especialHulk: Winter Guard [Hulk: Guarda Invernal] na qual os heróis russos se viram às voltas com o golias verde. O one-shot foi escrito por David Gallaher e desenhada por Steve Ellis e aparentemente o trabalho da dupla – e da equipe de super-heróis – deu certo, pois está programado para junho o lançamento da minissérie em 3 edições Darkstar and the Winter Guard [Estrela Negra e a Guarda Invernal].
A equipe, que sempre foi composta por Estrela Negra, Ursa Maior, Guardião Vermelho e Dínamo Escarlate manterá os mesmos heróis na nova minissérie, mas a identidade da pessoa por trás da máscara poderá estar em constante mudança, conforme for o caso de algum soldado morrer ou abandonar o grupo.
O modo de funcionar da equipe é um pouco diferente“, disse Gallaher em entrevista ao Newsarama. “Seus membros são descartáveis dentro do Universo Marvel. Quando um herói morre é substituído por outro candidato ao papel. Por exemplo, este é o sétimo Guardião Vermelho, a terceira Estrela Negra e o 13º Dínamo Escarlate. Cada membro está disposto a perder a si mesmo no desempenho de sua função e a se sacrificar para o bem da nação e de seu povo“. Steve Ellis por sua vez explicou que os membros da Guarda são heróis eternos que representam um ideal, não indivíduos.
Estrela Negra será Irene “Reena” Stancioff. Ela controla o poder da força negra que antes era manipulado por suas antecessoras. A força negra a permite lançar rajadas de energia, teleportar, voar e fazer construtos com a mesma energia. Irene foi geneticamente alterada para se parecer com a Estrela Negra original, “mas, assumir o papel de uma mulher morta a deixou nervosa, insegura e inquieta“, disse o autor.
Anton, um engenheiro que usa ciência, matemática e um escudo quase indestrutível é o novo Guardião Vermelho. “Ele é uma versão russa do Agente Americano com o cérebro de Tony Stark“, explicou Gallaher. Os leitores brasileiros já puderam conhecer Anton em Marvel Action nº 29 (ed. Panini, maio de 2009).
A armadura de Dínamo Escarlate é agora usada por Galina Nemerovsky, a 13ª pessoa a adotar a identidade do herói russo blindado. Uma mulher esperta, independente, confiante e uma das melhores pilotos da região. “Sua independência e confiança a levam a fazer perguntas sobre assuntos que ela não deveria perguntar“, explica mais uma vez o autor.
Enquanto a maioria dos heróis da equipe já foram substituídos mais de uma vez Ursa Maior é o único membro que permanece o mesmo. Na verdade, Ursa Maior é um mutante chamado Stephen Colbert que tem o poder de se transformar em urso. “Ursa nunca se recuperou da perda da primeira Estrela Negra e isso é algo que pesa sobre ele“, diz ele.
Além dos quatro principais a equipe contará com o auxílio de Dmitri Bukarian, o homem que foi o quinto Dínamo Escarlate, mas que agora atua como contato da equipe. “Ele trabalha com o Comitê Russo de Segurança para assegurar que o grupo esteja operando com todo seu potencial“.
A primeiro edição terá Krang, um lorde da guerra atlante, e uma horda de monstros marinhos. Darkstar and the Winter Guard nº 02trará a Sword of Judgement [Espada do Julgamento], um misterioso grupo terrorista relacionado ao passado de outra personagem russa, a Viúva Negra. Segundo Ellis haverá também o pai da Estrela Negra original, o qual está inconformado que sua filha tenha sido substituída.
Em relação a ambientalização da equipe os autores procuraram ser o mais fiéis possíveis a tudo que foi mostrado sobre a Guarda Invernal no passado, mesmo quando o grupo ainda era chamado de Supersoldados Soviéticos. Quanto ao cenário buscaram retratar uma Rússia longe de arquétipos repletos de comunismo e símbolos da foice e do martelo. O desenhista Steve Ellis morou na Rússia e Gallaher conversou com vários fãs russos, o que serviu de base para o cenário.
Depois da patacoada feita com o Homem-Aranha e seu pacto com Mefisto estou em uma guerra pessoal contra a Marvel e tendo a desprezar tudo que saia da “Casa das (não) Idéias”. No entanto, devo confessar que fiquei muitíssimo interessado em ler esta minissérie. Talvez porque a primeira revista e super-heróis que eu tenha lido foi Épicos Marvel nº 02: X-Men vs. Vingadores (ed. Abril, 1991) e nela temos a participação dos Supersoldados Soviéticos. Ou seja, ao mesmo tempo que conhecia “Wolverine e seus amigos” conheci também Ursa Maior, Dínamo e Estrela Negra.
Pode ser este o real motivo por eu ter me interessado a ler Darkstar and the Winter Guard, mas não posso negar que a Marvel usou uma estratégia para esta minissérie que também me fisgou: inovação e história de super-heróis simples, sem plágios ou sagas de impacto.

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